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E esse 2024, hein?

É oficial: estamos na metade do que as Nações Unidas, ONGs e acadêmicos chamam de "década decisiva" para reduzir as emissões, eliminar o plástico e garantir o desenvolvimento sustentável. E nada mais oportuno do que começar o ano fazendo um balanço de 2024.

 

A metade vazia do copo
2024 será lembrado como o ano em que a agenda anti-woke finalmente ganhou destaque e como o ano da ressaca após o hype da “agenda ESG”. Foi um ano marcado por uma série de recordes negativos:

  • O ano mais quente já registrado.

  • Emissões de gases de efeito estufa atingindo pico histórico.

  • Desastres hídricos que causaram a morte de 8,7 mil pessoas.

  • Encontros globais como a COP29 do Clima, a COP16 da Biodiversidade, a Convenção contra a Desertificação e a reunião da ONU para um acordo contra a poluição plástica, que, apesar das discussões intensas, geraram resultados insuficientes para resolver problemas complexos.

A metade cheia do copo
No entanto, olhando para os avanços, 2024 também foi um ano de progressos importantes:

  • A preocupação global com a emergência climática aumentou significativamente, com a maioria da população reconhecendo o clima como um problema urgente.

  • O buraco na camada de ozônio atingiu sua sétima menor extensão em mais de 30 anos, indicando que compromissos globais efetivos podem realmente fazer a diferença.

  • O desmatamento na Amazônia teve a maior queda em 15 anos, resultando na maior redução percentual nas emissões de gases do Brasil desde 2009.

  • Novos marcos legais foram estabelecidos, como a regulamentação do mercado de carbono, o marco legal do hidrogênio e novas regras de divulgação ESG, alinhando-se aos padrões internacionais do International Sustainability Standards Board (ISSB).

Retrocessos e avanços: assim caminha a humanidade.
O ano de 2025 promete ser um período de intensas transformações e incertezas, mas uma coisa é certa: será um ano de muito trabalho e emoção. Boa sorte para todos nós!

 

 

Exame:

Brasil fecha 2024 com aumento de 46% nos incêndios e bate recorde dos últimos 10 anos

Um Só Planeta:

Desastres hídricos mataram 8,7 mil pessoas no mundo em 2024, mostra levantamento

Exame:

Ano mais quente da história foi marcado por condições climáticas extremas, alerta ONU

Um Só Planeta:

Retrospectiva: 10 avanços para o clima e o meio ambiente em 2024

Valor Econômico:

Avanços e lacunas do ESG no Brasil: um balanço de 2024

Capital Reset:

Cinco tendências (e desafios) ESG para 2025

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Atualizando o sistema

As metodologias utilizadas pelas empresas para calcular inventários de emissões e declarar seus compromissos estão passando por revisões importantes, com grandes novidades previstas para 2025.

Sistema B
O Sistema B atualizou suas exigências para o processo de certificação de empresas, incluindo novos critérios, como o salário digno e o cálculo de emissões de carbono.

Créditos de carbono e neutralidade
Após um ano repleto de controvérsias sobre o uso de créditos de carbono para alcançar a neutralidade de carbono, incluindo a nomeação de um novo CEO em janeiro, o Science Based Targets Initiative deve finalmente anunciar as novas regras do Corporate Net-Zero Standard.

 

GHG Protocol
Depois de mais de uma década, a metodologia mais utilizada para calcular inventários de carbono, o GHG Protocol, também passará por uma revisão este ano.

 

Segurança na divulgação de informações
Em um cenário de crescente litigância climática, inclusive no Brasil, esses avanços são essenciais para trazer mais segurança na divulgação de informações de sustentabilidade pelas empresas.

Essas mudanças são fundamentais para garantir mais transparência e responsabilidade nos compromissos climáticos das organizações.

Trellis:

4 big ESG frameworks being overhauled in 2025

Science Based Targets:

SBTi nomeia David Kennedy como CEO

Capital Reset:

Sistema B inclui salário digno e emissões de CO2 em critérios de certificação

Um Só Planeta:

Litigância climática: Brasil chega a 120 casos em 2024

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Estamos Protegidos da Agenda Anti-Woke?

Com o início do segundo governo de Donald Trump nos Estados Unidos, a agenda anti-woke tem ganhado força, trazendo novas preocupações para o cenário global. Mas o que isso significa para o Brasil e para as empresas que defendem valores como diversidade, inclusão e sustentabilidade?

O Retorno à Agenda Anti-Woke nos EUA
A chegada de um novo governo nos Estados Unidos trouxe à tona um movimento contra as políticas "woke" — um termo que descreve a luta por justiça social e igualdade. Entre os principais sinais desse movimento, está o possível abandono da agenda climática. A saída de bancos norte-americanos da Net-Zero Banking Alliance gerou receios de que a indústria financeira perca o foco na descarbonização, retrocedendo em suas metas ambientais.

 

Além disso, muitas empresas estão voltando atrás em suas políticas de diversidade e inclusão. Um exemplo disso é o McDonald's, que anunciou mudanças no nome e na estrutura da sua equipe responsável pela diversidade, agora chamada de "Equipe de Inclusão Global".

Brasil: Avanços em Meio ao Retrocesso Global
Embora o Brasil pareça ainda distante (ou, como alguns diriam, "atrasado") dessa tendência global, há sinais positivos de que a agenda de diversidade e inclusão segue em frente por aqui. Em 2024, as vagas afirmativas no país tiveram um crescimento expressivo. Um estudo publicado pela Gupy revelou que o número de vagas afirmativas aumentou 37% entre 2023 e 2024, refletindo um movimento em direção à maior inclusão no mercado de trabalho.

Sustentabilidade e Direitos Humanos: O Compromisso da Natura
Em meio ao retrocesso de grandes empresas e instituições financeiras globais em relação às suas metas ESG, a Natura se destaca ao reafirmar publicamente seu compromisso com a sustentabilidade e os direitos humanos. Essa postura sólida demonstra que, mesmo em tempos desafiadores, é possível continuar avançando na promoção de valores essenciais para o futuro do planeta e da sociedade.

O Caminho à Frente: Diversidade e Inclusão no Brasil
Enquanto o cenário internacional vive tensões e retrocessos, o Brasil segue apresentando avanços importantes na promoção da diversidade e inclusão. As iniciativas no país são um reflexo de uma sociedade que, embora enfrentando desafios, continua a lutar por um futuro mais justo e sustentável.

 

SejaRelevante:

Governo Trump muda agenda ESG nos Estados Unidos

Folha de S. Paulo:

Êxodo de bancos de Wall Street de alianças climáticas preocupa ativistas

Exame:

McDonald's desiste de práticas de diversidade

Exame:

Em meio a ‘adeus’ global para a diversidade, vagas afirmativas cresceram 37% no Brasil em 2024

Exame: 

Em meio a onda anti ESG, Natura reforça compromissos: “Não há mais tempo para retrocessos”

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Cadastro positivo e rastreabilidade

O Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo governo federal no final do ano passado, estabelece a rastreabilidade obrigatória de todos os bois brasileiros até 2032. Cada animal deverá usar um brinco para que seja possível rastrear seu percurso, do nascimento até o abate.

A expectativa é que os dados de rastreabilidade não só ajudem a monitorar o rebanho, mas também combater o desmatamento. Isso se alinha com as exigências da lei antidesmatamento da União Europeia (UE), cuja entrada em vigor foi adiada para 2026.

Além disso, essa medida está conectada à outra iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa): a Plataforma Agro Brasil + Sustentável. Seguindo um modelo de cadastro positivo, a plataforma reunirá dados sobre a conformidade com legislações socioambientais, boas práticas e rastreabilidade das propriedades rurais. Essa ferramenta ajudará os produtores a comprovarem que estão cumprindo as normas ambientais e sociais exigidas, facilitando a adaptação do setor às novas demandas globais.

Essas iniciativas visam promover uma maior transparência e sustentabilidade na cadeia produtiva, alinhando o Brasil às expectativas internacionais de responsabilidade ambiental.

 

Capital Reset:

Com foco no sanitário, “RG do boi” pode acertar no desmatamento

Um Só Planeta:

Agro Brasil + Sustentável: plataforma promete mais transparência às práticas socioambientais no campo

Para refletir:

Relatório Anual do World Economic Forum 2025

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A 20ª edição do Global Risks Report 2025 revela um cenário global cada vez mais fragmentado, onde crescentes desafios geopolíticos, ambientais, sociais e tecnológicos ameaçam a estabilidade e o progresso. 

 

Esta edição apresenta as descobertas da Pesquisa de Percepção de Riscos Globais 2024-2025 (GRPS), que captura insights de mais de 900 especialistas em todo o mundo. O relatório analisa os riscos globais por meio de três períodos de tempo para dar suporte aos tomadores de decisão no equilíbrio entre crises atuais e prioridades de longo prazo.

Essas descobertas são essenciais para compreender as dinâmicas globais e orientar as estratégias de ação para enfrentar os desafios que estão por vir.

Leia o relatório completo aqui!

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